
#55 Raça e Religião: entre a justificação e a libertação
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A Bíblia já foi usada para justificar a escravidão. E também para combatê-la. O mesmo livro. O mesmo texto. Interpretações opostas.
Isso não é um paradoxo acidental, é o coração do que discutimos nesse episódio.
Quando uma ideia migra do campo político para o campo religioso, ela deixa de ser opinião e passa a ser verdade última. E quando a raça entra nesse território, ela se torna mais do que estrutura social: ela vira cosmovisão, destino, vontade divina.
Nesse episódio exploramos como o sagrado foi, e continua sendo, um dos campos mais disputados da história humana. Da "Maldição de Cam" usada para legitimar séculos de escravidão à Teologia Negra de James Cone, que responde dizendo que "Deus é negro". Do Candomblé que reconstrói a humanidade de um povo às raízes esotéricas do nazismo. Do daltonismo espiritual da New Age ao sincretismo como estratégia de sobrevivência.
A pergunta que atravessa tudo: quem tem o poder de definir o que significa ser humano diante do sagrado?
Nesse episódio você vai encontrar James Cone, Martin Luther King Jr., o Preto Velho, Helena Blavatsky, Himmler, Malcolm X, Simão de Níger e perguntas que provavelmente irão ficar com você por alguns dias.
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